“A gastronomia é uma arte”, diz o empresário Robert Amorim, proprietário do Beto Batata.
O restaurante, que completa 10 anos no Alto da XV em Curitiba, segue a escola francesa
não apenas no preparo dos pratos, mas nos detalhes que compõem o ambiente em mosaicos
que caracterizam a mistura de materiais na criação de um espaço harmônico.O ambiente
lembra os bistrôs da Europa.
Beto conta que sua primeira aquisição para o restaurante, após o fogão, foi um piano.
“É ao redor da mesa que surgem as ideias, a criatividade... quando você coloca um mosaico,
um jardim, um bom piano você desperta o lúdico. O mosaico é isso. É o caleidoscópio, a
perspectiva. É uma prova de vida. Quem já foi a Barcelona, na Espanha, pode ter uma ideia”,
sugere.
Além de Barcelona, Beto que esteve em São Petersburgo, em 2008, diz que os apaixonados
por mosaico não devem deixar de conhecer a cidade. “Tive a felicidade de ver o supremo em
mosaicos na Rússia. A Catedral em pedras multicoloridas é algo de espetacular”, conta.
A primeira vez que Beto enxergou o mosaico como arte foi em uma praia próxima a Trancoso
na Bahia. Uma placa em frente a uma casa obrigou-o a uma pausa para apreciar a expressão
artística. A partir daí o restaurante ganhou forma. Há mosaicos no piso, nas paredes, nas mesas,
nas luminárias, no número e até na fonte que compõe o jardim. Exagero? De maneira alguma.
A harmonia é tanta que tudo parece ocupar o lugar certo e o espaço vem conquistando cada vez
mais a sensibilidade das pessoas para as artes.
O restaurante é uma “galeria” aberta ao lançamento de livros, exposição de fotografias, mostra
de esculturas, quadros... enfim, é um espaço livre à cultura. Beto, natural de Porto Alegre,
trabalhou no Rio de Janeiro e em São Paulo. Radicado no Paraná, conquistou em Curitiba o título
de Cidadão Honorário por seu apoio às artes.
Para a comemoração dos 10 anos do Beto Batata, em 29 de maio, foram montados dois
painéis de fotografias. Um com imagens clicadas pelo próprio Robert Amorim e outro que reúne
104 fotógrafos. “São dois mosaicos de fotos. Acredito que os mosaicos são fragmentos do
cotidiano. É uma lição de vida muito grande porque se a cada dia colocar-mos uma peça, no final
teremos uma obra de arte”, conclui.
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