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AMBIENTES COM ARTE
Fazendo arte




 
"Vela Grega": o aspecto inacabado dá a sensação de antiguidade


Quem visita a casa do italiano Diego Calabro, no bairro Hugo Lange em Curitiba, tem a sensação de entrar em uma galeria de arte. São esculturas em bronze, cerâmicas, obras esmaltadas, pinturas em tela e mosaicos espalhados, de forma especialmente organizada, pelo artista que tem como marca inovar a todo instante.

As obras de Diego vão além do interior da casa. No jardim, torneiras italianas compõem o cenário entre esculturas que mesclam cerâmica e mosaico. Na churrasqueira, recebe os amigos em meio a máscaras, mosaicos e réplicas que fez da Boca da Verdade. É sem dúvida um lugar para ser visto e admirado.

 



 

Diego: dispenso a rotina.
Gosto sempre de enfrentar
novos desafios

Palazzo Valentini, mosaico
de Diego Calabro, instalado
na Prefeitura de Roma


A curiosidade e o desafio levaram Diego a escolher o mosaico como arte principal. “Em 1963 descobri em minha vida a pintura clássica em tela. Depois veio a cerâmica, o vitral, o esmalte sobre cerâmica, a escultura em bronze e enfim o mosaico”, diz o italiano que há cinco anos divide o coração entre o Brasil e a Itália. “Nasci em Roma e na Itália passei a vida. Casei, tive dois filhos e um deles, casado com uma brasileira, veio para o Brasil. Como estava aposentado, resolvi ficar mais próximo.
Hoje ele é casado com outra brasileira e do casal ganhei dois netos”, comemora Diego.

Velhos livros, enciclopédias artísticas e muita vontade de aprender fazendo, levaram o artista a produzir cada vez mais e de forma muito diversificada.
Na Itália, trabalhou para o Governo na área de licitação para a construção de escolas e, nas horas vagas, não perdia a chance de aprender e de se aprofundar sobre as mais diversas formas de expressão artística.
“Acompanhado de antigos livros, costumava produzir à noite quando a família dormia. Hoje, morando sozinho, tenho meu próprio ateliê e o melhor momento é quando a ideia surge. Considero que seja como engravidar e aguardar o momento do nascimento da obra”, brinca.





O "Toro Rosso"

"Mascherone": piso do Banheiro

  À esquerda, "Ondas". Abaixo, smalti italiano vermelho Ferrari

 

Para Diego, o Brasil, como país novo em relação ao velho mundo, ainda caminha devagar no que diz respeito à valorização das artes em geral. “Há potencial. Os artistas estão aí, mas e a fartura de materiais? E os compradores? Observo que as pessoas caminham muito sozinhas. Faltam associações. Considero que viagens culturais seriam como uma semente para transformar essa realidade. Uma espécie de adubo para preparar a terra”, defende.

A ideia, segundo o artista, é criar grupos que tenham o conhecimento como objetivo comum e visitar o que está atrás da fachada dos ateliês das cidades berço da arte musiva. “Ao conhecer os “camarins” do mosaico e ver os artistas com a mão na massa, as mais de 5 mil cores disponíveis em smalti e o colorido dos mármores não há quem resista. Iniciativas como essa criariam núcleos cada vez maiores de admiradores de mosaico e fortaleceriam os artistas locais e suas obras”, enfatiza.

 
 

Obras mesclam cerâmica e mosaico. Na coluna à direita, as máscaras "O Gordo" e "O Magro"


 
 
 

Arte em todos os espaços. Nas paredes, obras esmaltadas.
À direita, La Ballerina, escultura em bronze.

 
 

Jardim na lateral da casa.
Fonte com torneira italiana e escultura que mistura várias técnicas e exibe uma composição de linhas

Fotografias: Fábio Floriano

 

 
 
 
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