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CURIOSIDADES

 


O Mosaico Mixteca

Mosaico pré-colombiano


A produção artística está entre as principais riquezas deixadas pelas civilizações americanas que antecederam à chegada de Cristóvão Colombo. Além de conhecer a astronomia e dominar a manipulação dos metais, a chamada cultura pré-colombiana destaca-se ainda na arquitetura e na arte, inclusive com a aplicação de técnicas de mosaico.

A arte musiva foi encontrada em artefatos ligados a cultos religiosos de povos como os Mixtecas, que dominaram uma extensa região onde hoje é o México, entre o século IX e o início do XVI.

A fartura dos materiais permitia o uso constante de turquesas e madrepérolas aplicadas sobre madeira, como na Serpente de Duas Cabeças (acima), em madeira coberta com tesselas de turquesa. A peça fazia parte da iconografia religiosa da América Central pré-colombiana e estava associada a várias divindades.

  Máscara em mosaico pré-colombiano

Outro exemplo é a máscara de Xiuhtecuhtli, o deus do fogo, produzida entre 1.400 e 1521 d.C. Há uma dúvida em relação à sua origem e a máscara é creditada aos Mixtecas ou aos Astecas.

Devido a sua competência, os artesãos mixtecas eram conhecidos como os melhores entre os mesoamericanos daquele período. As facas sem decoração eram usadas em atividades como a caça e a preparação de alimentos e na guerra, enquanto as ornamentadas eram provavelmente reservadas para rituais de sacrifício.

Faca com mosaico pré-colombiano

O mosaico da faca recebeu tesselas em turquesa, conchas e malaquita. Pelo menos quatro tipos de conchas foram aplicadas, inclusive madrepérolas iridescentes. A fixação dos elementos no local foi feita com resina natural retirada de árvores. Esse é um raro exemplar das facas decoradas que sobreviveram ao tempo e à história. As três peças estão no Museu Britânico, em Londres. Hoje, a população mixteca é formada por aproximadamente 500 mil pessoas.


Os mosaicos do Portal de Ishtar
Mosaico do Portal de Ishtar   Portal de Ishtar


O portal de Ishtar, hoje no
Museu Pergamon,
em Berlim, Alemanha


O Portal de Ishtar é sem dúvida um dos maiores símbolos do esplendor da arte e da arquitetura da antiguidade. Construído na Babilônia por volta de 575 a.C, o Portal  traz mosaicos em fileiras azuis que brilham e encantam pela grandiosidade e pela expressão artística.

O trabalho, encomendado pelo Rei Nabocodonosor II, foi dedicado à deusa Ishtar - da Fertilidade. Através do Portal, estátuas de divindades eram conduzidas durante as procissões que ocorriam para celebrar o Ano Novo.

A reconstrução da Porta de Ishtar  e da via procissional está no Museu do Antigo Oriente Próximo, uma seção do Museu Pergamon, em Berlim (foto abaixo). A reconstrução utilizou o material escavado entre 1902 -1914 por Robert Koldewey. Partes do Portal e leões da via procissional também estão espalhados por diversos museus do mundo.

Museu Pergamon
O Museu Pergamon, que recebe 850 mil visitantes por ano

As Quatro Estações de Chagall

Painel de Marc Chagall

 
Mosaico de Marc Chagall

Four Seasons, painel do artista Marc Chagall, ocupa lugar de destaque na Chase Tower Plaza em Chicago, Illinois -USA. O mosaico, que simboliza as Quatro Estações, foi um presente do artista à cidade.

Chagall, o judeu que nasceu em 6 de junho de 1887 na Bielo-Rússia, cresceu em um ambiente de preconceitos e dificuldades, mas o artista foi mais forte. Do bairro pobre de Vitebsk criou asas em busca de conhecimentos. Morou nos Estados Unidos e na França.

Uma vida dedicada às artes. Chagall foi notável na pintura, na gravura, nos vitrais, nos mosaicos, nas cerâmicas e esculturas. Da época de grandes transformações artísticas em que passou a juventude deixou, em cada obra, sua marca forte e única.

Admirador de grandes nomes como: Cézanne, Picasso, Matisse e Bonnard, Chagall foi o artista nato que absorveu o que há de melhor para construir sua própria e expressiva arte.

Em 28 de março de 1985 após uma manhã de trabalho, em Saint –Paul-de-Vence em seu atelier no sul da França, morreu Chagall aos 97 anos, mas a extensa obra do artista universal vive e desperta sentimentos.

(Imagens enviadas pelo médico e mosaicista Marco Cassou)

 
 
Os mosaicos e as atrocidades da guerra
“Não é à toa que Berlin é uma das cidades-mosaico”, diz o médico e mosaicista Marco Cassou
que esteve em Berlin e em palestra no Depósito da Ordem, em Curitiba, mostrou detalhes da
cidade em tesselas históricas.“Os mosaicos da Igreja do Memorial Kaiser Wilhelm impressionam”,
enfatiza o mosaicista.
 
Kaiser-Wilhelm-Memorial Kaiser-Wilherm-Memorial


Perfeição é a palavra. Os mosaicos chegam a
mostrar transparência nos tecidos. Tal é a leveza,
que um véu em tesselas mais parece uma pintura.
A igreja foi projetada pelo arquiteto Franz Schwechten
e construída pelo Kaiser Wilhelm II entre 1891 e 1895, em homenagem ao avô Kaiser Wilhelm I. Na Segunda Guerra Mundial, em novembro de 1943,
foi bombardeada.

Em mensagem de paz, Berlin manteve a torre que
traz as marcas do bombardeio. Na base está o Salão Memorial , lugar que documenta a história da igreja e contém mosaicos originais que sobreviveram ao ataque.Uma nova igreja foi construída ao lado na
década de 60.


 
Kaiser Wilhelm Memorial Church

A antiga igreja bombardeada
e a construída nos anos 60.



O Estandarte de Ur


Ninguém sabe ao certo quando surgiram os primeiros mosaicos, mas um fato é incontestável: são fragmentos da história do mundo. No British Museum, em Londres, está o Estandarte de Ur, um dos trabalhos mais antigos encontrados até os dias de hoje. Os painéis, realizados entre 3 mil e 3 mil e 500 anos A.C, mostram cenas de guerra e paz. Esses mosaicos foram descobertos na região da antiga Mesopotâmia onde hoje está o Iraque.

Em seixos rolados, cenas de caça, do cotidiano ou em obras de devoção à fé, os artistas do passado deixaram suas marcas. A durabilidade dos materiais utilizados permite ao homem de hoje uma viagem no tempo. Onde há mosaicos, há sinais de vida pensante e criativa.

Cada obra está inserida em um contexto e carrega nos materiais, nas cores e na disposição das peças, a sensibilidade do artista de cada época. Os que hoje observam obras do passado, talvez enxerguem o que o próprio autor não viu ou algo diferente do que se propôs a dizer, mas não importa. Mosaico é isso. São peças que compõem o momento de cada um. Fundamental é que, de alguma forma, toque quem o observa. Hoje, amanhã e sempre.


Ouro do Brasil










Mosaico
- Na produção de "Carnaval
em Veneza", foram utilizadas pastilhas
de vidro Vidrotil, smalti e
pastilhas em ouro da Atlas

 

 




A Cerâmica Atlas, há mais de quatro décadas no mercado, con
seguiu superar-se e lançou em Dubai e no Brasil, pastilhas de porcelana com acabamento em ouro, platina e bronze.

O ouro em pastilhas do Brasil vem encantando arquitetos, mosaicistas, empresários e todas as pessoas com sensibilidade para fazer de um ambiente, uma obra de arte. Seguindo a tendência mundial que alia modernidade, sofisticação e durabilidade, as pastilhas fazem reluzir os detalhes em metais nobres.

No Paraná e em Santa Catarina, o representante e distribuidor oficial das pastilhas douradas é a Pastilhart.

Glamour - O arquiteto Luiz Maganhoto e o designer Daniel Casagrande deram sofisticação ao ambiente exposto na Casa Cor 2008. Para revestir a lareira, os profissionais utilizaram as pastilhas Atlas. O material resiste ao calor e impede a absorção de água. A beleza dispensa comentários.




 

Barcelona de Gaudí


Há uma Barcelona antes e outra depois de Gaudí. O gênio da arquitetura, Antoni Gaudí, nasceu em Reus em 25 de junho de 1852. Aos 17 anos mudou-se para Barcelona e transformou a cidade em cores, relevos e formas.

A Barcelona de Gaudí é uma galeria aberta. Inovador, criou um estilo próprio e ousou tudo o que pode. A valorização dos mosaicos e outras manifestações artísticas são marcantes em suas obras.
“A criação prossegue incessantemente por meio do homem, mas o homem não cria: descobre”, disse o arquiteto, um homem a frente de seu tempo não apenas na execução de seus projetos, mas na maneira de pensar.

 
 

 
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